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Presidentes - Primeira República - Manuel Teixeira Gomes
<p>Manuel Teixeira Gomes</p>

Manuel Teixeira Gomes
Vila Nova de Portimão, 27.05.1860
Bougie (Argélia), 18.10.1941

Introdução
Dados Biográficos
Carreira Profissional
Carreira Política
Eleição
Mandato Presidencial
Depois da Presidência


[Introdução]  voltar ao índice

Toma posse do cargo de Presidente da República em 1923. O seu mandato foi marcado por uma crescente fragmentação partidária e por grande instabilidade governativa. Por diversas vezes, pretendeu chamar Afonso Costa para a liderança do Ministério, sem que alguma vez o conseguisse. Em 1925, desiludido com a política, este escritor e diplomata demite-se do cargo.

[Dados Biográficos]  voltar ao índice

Manuel Teixeira Gomes nasce a 27 de Maio de 1860 em Vila Nova de Portimão, filho de José Libânio Gomes e de Maria da Glória Teixeira Gomes. Seu pai, proprietário abastado dedicado ao comércio de exportação de frutos secos, fora educado em França e desempenhara o cargo de cônsul da Bélgica no Algarve.

A partir de 1899 vive com Belmira das Neves, filha de pescadores locais, de quem tem duas filhas. [Link para página da 1ª Dama]

Passa a infância em Portimão, onde completa a instrução primária no Colégio de S. Luís Gonzaga.

Com 10 anos de idade, segue para Coimbra a fim de frequentar o Seminário Diocesano da cidade, à boa moda das famílias abastadas do tempo. Aí conclui os estudos liceais e conhece José Relvas, seu condiscípulo na instituição.

Com apenas 15 anos, matricula-se nos preparatórios da Faculdade de Medicina, seguindo a aspiração paterna que o pretendia ver formado médico. Trava conhecimento com Eduardo Abreu e Eduardo Burnay, também alunos da mesma Faculdade.

Dois anos depois, desiste do curso e opta por ir para Lisboa, atraído pela vida boémia e literária. É um frequentador assíduo da Biblioteca Nacional e estreia-se então na vida da boémia intelectual (1878), privando com o poeta João de Deus e com Fialho de Almeida. A decisão acarreta o desacordo familiar.

Mais tarde, já cumprido o serviço militar, vai viver para o Porto (1881), continuando a sua ligação ao mundo das letras. Marca presença nas tertúlias literárias, convivendo com a "nata" da intelectualidade: Soares dos Reis, Marques de Oliveira, Basílio Teles, Joaquim de Araújo, Queirós Veloso e Joaquim Coimbra, entre outros.

[Carreira Profissional]  voltar ao índice

Em 1881, funda, com Queirós Veloso e Joaquim Coimbra, o jornal de teatro Gil Vicente e, um ano depois, estreia-se literariamente no Folha Nova. Ainda na Invicta, colabora noutras revistas e jornais, nomeadamente no Primeiro de Janeiro.

Em 1890 faz as pazes com a família e regressa a Portimão. Dedica-se a partir de então ao negócio paterno - o comércio de exportação de frutos secos. Encarregue de procurar mercados estrangeiros, inicia o seu périplo pelo mundo. Visita a França, a Bélgica, a Holanda, a Alemanha e, mais tarde, com a expansão do negócio, o Norte de África e o Próximo Oriente. Já antes visitara Argel (1885) e Itália (Florença e Toscana, 1886). Nestas viagens aproveita, sempre que possível, para visitar monumentos, museus e galerias.

De quando em vez desloca-se ao Porto e a Lisboa, mantendo contacto com o meio literário e artístico. Numa das estadias na capital, em 1895, trava conhecimento com António Nobre, o caricaturista Celso Hermínio, os escritores, Alfredo Mesquita, Luís Osório e Silva Pinto. Promove encontros com Magalhães Lima e, num sarau em casa dos condes de Proença-a-Velha, encontra os seus correligionários Manuel de Arriaga e Teófilo Braga. Entre os escritores com quem convive começa a falar-se de um livro que Teixeira Gomes tem para publicar - Inventário de Junho (1900) - ao qual se seguem muitos outros: Cartas sem Moral Nenhuma (1903), Agosto Azul (1904), Sabina Freire (1905), Gente Singular (1909), entre outros.

A união com Belmira das Neves e a morte de seus pais (1903) levam a que se fixe em Portimão e administre directamente as suas propriedades.

[Carreira Política]  voltar ao índice

Fixando-se em Portimão a partir de 1899, Teixeira Gomes interessa-se, a par dos seus escritos, pelo desenvolvimento da propaganda republicana no Algarve. Apesar de nunca ter pertencido ao PRP, Teixeira Gomes recebe figuras gradas do republicanismo, participa em comícios e reuniões, colabora assiduamente n' A Lucta, de Brito Camacho, e priva com José Relvas, João de Meneses e João Barbosa.

Implantado o regime republicano, é chamado à vida pública. O 1º Governo Provisório presidido por Teófilo Braga nomeia-o Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário de Portugal em Londres, em substituição do Marquês de Soveral. Em Abril segue para a capital londrina e ocupa oficialmente o cargo na legação portuguesa a 7 de Abril de 1911. É o primeiro representante da República na capital inglesa.

Inicialmente, a sua maior preocupação centra-se na questão do reconhecimento da República. Vai, progressivamente, cultivando boas relações com a imprensa, na sociedade inglesa e até junto da família real. A 11 de Outubro de 1911 apresenta as suas credenciais ao Rei Jorge V.

Mais tarde, a sua acção diplomática distingue-se no sucesso das negociações anglo-germânicas acerca da divisão das colónias portuguesas e, especialmente, na colaboração prestada aos governos portugueses durante a I Guerra Mundial, defendendo, dentro do espírito da aliança, a entrada de Portugal no conflito. A sua posição custa-lhe a inimizade dos sectores antiguerristas, levando-o a pedir a demissão do cargo em 1915. No entanto, é apenas com o início do consulado sidonista que é compulsivamente afastado.

Enquanto diplomata em Londres recebe, por duas vezes, a visita do chefe do Governo, Afonso Costa.

Afonso Costa visita Londres em Julho de 1916, acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Soares, e em Outubro do ano seguinte, na companhia do Presidente da República, Bernardino Machado.

Chamado a Portugal por Sidónio Pais, em Janeiro de 1918, é demitido das funções de ministro de Portugal e mantido, durante cerca de um mês, em situação de cárcere privado no Hotel Avenida Palace.

Em Fevereiro de 1919, depois da morte do "Presidente-Rei", é novamente chamado à actividade diplomática. José Relvas, chefe do novo governo republicano, nomeia-o Ministro Plenipotenciário em Madrid (11 de Fevereiro) e representante da nova delegação portuguesa à Conferência de Paz (Março de 1919) que decorre em Paris.

Diplomata de carreira desde Abril de 1919, é transferido da legação de Madrid para Londres em 24 desse mês.

Em Agosto de 1919 o seu nome é apresentado pelo Partido Democrático como candidato à Presidência da República, mas a escolha acaba por recair em António José de Almeida.

Em 1922 é nomeado delegado de Portugal junto da Sociedade das Nações (SDN), ocupando uma das vice-presidências da organização internacional. É nessa qualidade que participa na Conferência Internacional de Génova.

[Eleição]  voltar ao índice

Apoiado pelo PRP, Manuel Teixeira Gomes é eleito Presidente da República na sessão do Congresso de 6 de Agosto de 1923, com 121 votos e 68 listas brancas. O seu principal opositor é Bernardino Machado, nome apresentado pelo Partido Nacionalista, e que no terceiro escrutínio apenas obtém 5 votos.

Na 1ª votação, com a presença de 197 congressistas, Teixeira Gomes e Bernardino Machado são os candidatos mais votados, mas nenhum alcança os dois terços necessários; Duarte Leite obtém 3 votos; Augusto Vieira Soares e Magalhães Lima, 1 voto; registam-se, ainda, 10 listas brancas. Na 2ª votação comparecem 197 congressistas e os resultados são: Teixeira Gomes 114 votos; Bernardino Machado 71 votos; Augusto Vieira Soares 2 votos; Duarte Leite 1 voto; 9 listas brancas.

Ministro Plenipotenciário em Londres à data da eleição, Teixeira Gomes regressa a Portugal a 3 de Outubro de 1923, para tomar posse como Presidente da República dois dias depois. Nessa ocasião, profere uma alocução na qual se refere ao seu antecessor, António José de Almeida, à política externa adoptada pela República (aproximação com o Brasil, estreitamento das relações com Espanha, colaboração com Itália e França na I Guerra e manutenção de boas relações com os EUA) e à crise que atravessam todas as nações que entraram na Grande Guerra.

[Mandato Presidencial]  voltar ao índice

Teixeira Gomes ascende à chefia do Estado com a firme intenção de criar o almejado governo nacional, sob a égide de Afonso Costa, seu amigo pessoal. Pede a António Maria da Silva, o primeiro-ministro em exercício à data da sua eleição, para se manter em funções. No entanto, o executivo acaba por cair em Novembro.

O Presidente da República convida então Afonso Costa para vir solucionar a crise política e reconciliar os republicanos desavindos (2 de Novembro 1923).

Uma das principais resistências a um executivo liderado por Afonso Costa parte do Partido Nacionalista. Neste contexto, Teixeira Gomes convida o nacionalista Ginestal Machado a formar governo em 15 de Novembro de 1923. O ministério cai a 14 de Dezembro, sem conseguir de Teixeira Gomes a dissolução do Parlamento.

O chefe de Estado tenta, em vão, mais uma vez, chamar Afonso Costa ao governo. Sucede-se um novo gabinete heterogéneo (de 18 de Dezembro de 1923 a 6 de Julho de 1924) liderado por Álvaro de Castro, um dissidente do Partido Nacionalista. Pela primeira vez, o grupo Seara Nova tem uma representação no executivo, cabendo-lhe, durante dois meses, as pastas da Instrução Pública, da Agricultura e, por indigitação, da Guerra.

É na política económica e financeira que este governo merece particular destaque.

Tendo como metas mais importantes a estabilização da moeda e a redução das despesas orçamentais, tenta evitar a fuga de capitais para o estrangeiro, ao mesmo tempo que procura atrair investimentos e diminuir os níveis de endividamento do Estado. O equilíbrio do valor cambial do escudo permite também parar a drástica subida dos preços. Os bons resultados colhem o aplauso de parte da opinião pública. Mas, tal como os anteriores, o governo acaba por soçobrar, alvo de enorme contestação.

Em Fevereiro ocorrem, em Lisboa e no Porto, grandes comícios unitários organizados pelas forças políticas e sindicais de esquerda - as "jornadas de Fevereiro", como ficarão conhecidas, procuram denunciar o perigo de instauração de um regime ditatorial de direita e exigir a concretização de medidas que resultem na melhoria das condições de vida das "classes trabalhadoras". Por outro lado, várias individualidades e associações empresariais contestam publicamente a política económica do ministério de Álvaro de Castro. De 3 a 7 de Junho, ocorre mais uma insubordinação militar: desta feita, é a aviação, na Amadora, devido à compressão de despesas e à nomeação de autoridades. Álvaro de Castro demite-se em 26-6 e, dois dias depois, Teixeira Gomes tenta, de novo e em vão, entregar o poder a Afonso Costa.

Será o oficial de marinha Rodrigues Gaspar a assumir o novo ministério (de 6 de Julho a 22 de Novembro de 1924), com o apoio do Partido Democrático. A vida deste gabinete não é fácil. As movimentações de cariz radical sucedem-se: golpes radicais no Forte da Ameixoeira (13 de Agosto), no Castelo de São Jorge (28 de Agosto) e no Ministério da Guerra (11 de Setembro). Ainda em Setembro, nasce a União dos Interesses Económicos (UIE). Finalmente, em Outubro são detidos os membros de um comité revolucionário que preparava nova intentona.

A UIE é iniciativa das principais associações empresariais portuguesas com o objectivo de coordenar a intervenção do patronato português no plano político-institucional, defendendo a constituição de um "governo forte, essencialmente constituído por técnicos".

Abre-se entretanto uma nova crise política com as divisões no interior do Partido Democrático entre a facção moderada de António Maria da Silva e a facção esquerdista de José Domingues dos Santos. É este último que se segue na governação, auxiliado por uma equipa mais jovem. O Ministério de José Domingues dos Santos toma posse a 22 de Novembro de 1924. Apoiado pela ala esquerda do PD (os "canhotos"), conta ainda com a participação de elementos da Seara Nova e com o "apoio crítico" das organizações políticas e sindicais (grupo parlamentar da Acção Republicana).

A natureza "excessivamente radical" dos seus projectos de renovação e consolidação da República fazem subir de tom as críticas da ala moderada dos democráticos e das restantes forças de direita, com maioria no Parlamento. José Domingues dos Santos é forçado a demitir-se, a 11 de Fevereiro de 1925, pela maioria centro-direita do Parlamento (ala conservadora do PD e outras forças de direita); ainda solicita ao Presidente da República a dissolução do Parlamento, mas Teixeira Gomes nega-a.

O próximo executivo será dirigido pelo major Vitorino de Carvalho Guimarães, um ministério "semi-canhoto" apoiado pelo PD e pelos "Alvaristas" (grupo da Acção Republicana) mas sem o concurso dos seareiros. Entra em funções a 15 de Fevereiro e manter-se-á em exercício até 1 de Julho de 1925.

A crescente instabilidade política faz com que vários sectores de direita e grande parte do Exército demonstrem uma crescente simpatia por soluções autoritárias. As tentativas de golpe de estado sucedem-se. Primeiro, a 5 de Março de 1925, regista-se uma tentativa revolucionária monárquica em Lisboa, liderada por Filomeno da Câmara. Depois, a 18 de Abril, o pronunciamento militar das forças conservadoras (parte da guarnição militar de Lisboa), apoiado pelo Partido Nacionalista, de Cunha Leal, e por integralistas monárquicos, constitui o primeiro ensaio para o movimento de 28 de Maio de 1926. Liderada pelo comandante Filomeno da Câmara e pelo coronel Raul Esteves, esta tentativa de golpe de estado será, no entanto, uma vez mais, derrotada por contingentes policiais e militares, com o apoio de forças populares. Manuel Teixeira Gomes desloca-se, por sugestão do Governo, para o Quartel do Carmo e, no dia 24, chega a apresentar ao Congresso a sua renúncia à Presidência da República, que retira depois da calorosa manifestação do Parlamento. Finalmente, no dia 19 de Julho ocorre a sedição militar da Marinha, comandada pelo general Sinel de Cordes e pelo capitão-de-fragata Mendes Cabeçadas (republicano conservador), que se revolta. A tentativa de golpe de estado fracassa, levando à prisão de Mendes Cabeçadas.

A 1 de Julho de 1925 o gabinete presidido por Vitorino Guimarães cede lugar ao executivo chefiado por António Maria da Silva. Cairá menos de um mês depois, a 21 de Julho. Antes disso, Teixeira Gomes tentara ainda, pela última vez, chamar Afonso Costa a formar Governo.
Negando-se, uma vez mais, a dissolver o Parlamento, Teixeira Gomes convida Domingos Leite Pereira a formar governo (que dura de 1 de Agosto a 17 de Dezembro de 1925).

As eleições legislativas de Novembro de 1925 dão nova maioria parlamentar aos democráticos. António Maria da Silva é chamado a organizar o que será o último ministério da I República, com a participação de democráticos do centro e da direita (em exercício de 17 de Dezembro de 1925 a 30 de Maio de 1926).

Constantemente atacado pelos nacionalistas e desgostoso com o rumo da política, Manuel Teixeira Gomes renuncia à Presidência da República a 10 de Dezembro de 1925, alegando razões de saúde.

[Depois da Presidência]  voltar ao índice

A 12 de Dezembro de 1925, Teixeira Gomes abandona Belém e recolhe-se à sua casa na Gibalta, na Cruz Quebrada. Dias depois, a 17 de Dezembro, embarca na doca dos submersíveis, em Lisboa, no cargueiro holandês Zeus, com rumo ao Norte de África, votando-se ao exílio voluntário. Dele se despedem alguns populares e meia dúzia de personalidades, entre as quais o ainda presidente do ministério Domingos Pereira.

A partida inicia um novo ciclo de viagens. Durante 6 anos percorre demoradamente França, Itália, Holanda, Marrocos, Argélia e Tunísia. A 5 de Setembro de 1931 chega a Bougie, na Argélia, decidindo fixar aí residência.

Dedica-se à escrita, tornando-se um ponto de referência no panorama literário português. São deste período os livros Cartas a Columbano (1932), Novelas Eróticas (1935), Regressos (1935), Miscelânea (1937), Carnaval Literário (1939), Ana Rosa (1941) e Londres maravilhosa e outras páginas dispersas (publicado em 1942, já a título póstumo).

Nem o casamento de uma das filhas o fará regressar a Portugal, apesar de manter os contactos com a família e os amigos.

Em 1927 colabora no 2.º volume do Guia de Portugal. No conjunto das suas obras destacam-se as suas rememorações de episódios eróticos ou de viagem, sobretudo as que escreveu sob a forma de novela. Alguns dos seus livros, como Maria Adelaide (1938), são alvo da censura durante o Estado Novo.

De 2 a 4 de Fevereiro de 1939, Norberto Lopes publica no Diário de Lisboa as entrevistas feitas a Manuel Teixeira Gomes em Bougie, em Janeiro do ano anterior.

Morre em Bougie, na Argélia, a 18 de Outubro de 1941, no quarto número 13 do Hotel l'Etoile, onde residira nos últimos 10 anos. É sepultado no cemitério cristão da vila, no jazigo da família Berg, proprietária do hotel.

A pedido da família, os seus restos mortais são transladados para Portimão a 18 de Dezembro de 1950. O funeral constitui uma grande manifestação de fé na República. A urna é envolta na bandeira nacional e transportada aos ombros por marinheiros portugueses. Prestam guarda de honra as forças da Marinha, da Infantaria e Caçadores n.º 4 e incorporam-se no préstito representantes de todas as autoridades e figuras mais ilustrativas do Algarve. O Governo e o Presidente da República fazem-se representar pelo Ministro do Interior. Teixeira Gomes é agraciado durante a cerimónia fúnebre com a Grã-Cruz das três Ordens Militares Portuguesas, a Legião de Honra e as mais altas condecorações inglesas, bem como de outros países.




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