António José Seguro
Biografia
António José Seguro foi eleito Presidente da República no dia 8 de fevereiro de 2026, na segunda volta das eleições, com 66,84% dos votos. Desde 1986 que os portugueses não eram chamados para um segundo escrutínio presidencial.
Na primeira volta, realizada a 18 de janeiro, ficara em primeiro lugar, numa eleição que bateu o recorde de candidatos das eleições de 2016 (dez), com onze concorrentes.
A campanha eleitoral para a segunda volta decorreu com o país em estado de calamidade, na sequência das graves tempestades que afetaram principalmente o centro de Portugal.
Com 3 502 613 votos expressos, António José seguro tornou-se no político mais votado de sempre em Portugal.
António José Martins Seguro nasceu em Penamacor (Castelo Branco), no dia 11 de março de 1962. Filho de Maria do Céu Martins (1927 – 2011), natural da freguesia da Sertã, e de Domingos Sanches Seguro (1926 – 2017), natural de Penamacor. É o mais novo de três irmãos.
É casado com Maria Margarida Nave Maldonado Freitas (2001) e tem dois filhos: Maria (2002) e António (2066).
Passou a infância e parte da juventude na terra natal, onde o pai tinha o «Café Beirão» e a «Papelaria Seguro», e foi em Penamacor que fez o ensino primário, o então Ciclo Preparatório (atual segundo ciclo do Ensino Básico), e quase todo o Ensino Secundário, tendo completado o último ano na Escola Industrial e Comercial, em Castelo Branco.
Grande adepto de desporto, foi praticante de atletismo e federado de futebol, pela associação de Futebol de Castelo Branco, e jogador no Penamacorense.
No final da década de 1970, fundou, com quatro primos, um jornal – «A Verdade de Penamacor» – que acabaria por se publicar durante cinco anos. Nessa publicação local, António José Seguro envolveu-se na divulgação das preocupações dos penamacorenses, mas também nas notícias da vida política nacional. Em 1982, entrevistou o então Presidente da República, António Ramalho Eanes.
Partiu para Lisboa em 1981 com o objetivo de continuar a vida académica, na Universidade. Ingressou no ISCTE, no curso de Gestão de Empresas, que frequentou até ao terceiro ano. Nessa altura, o seu profundo envolvimento na política nacional acabaria por inviabilizar a conclusão da licenciatura. Voltará, anos mais tarde, à Universidade, para se licenciar em Relações Internacionais (2003), pela Universidade Autónoma de Lisboa. Em 2015, concluiu o Mestrado em Ciência Política pelo ISCTE.
A partir de 1985, com 23 anos, assumiu diversos cargos de liderança em organizações de juventude: foi presidente do Conselho Nacional de Juventude (CNJ), uma estrutura criada nessa altura para agregar as várias organizações juvenis e servir de interlocutor junto do Governo; presidiu ao Fórum da Juventude da União Europeia (YFJ); foi vice-presidente da União Internacional das Juventudes Socialistas (IUSY), e em abril de 1990 foi eleito presidente da Juventude Socialista, cargo que desempenhou até 1994. Desses tempos, destaque para as ações de solidariedade que coordenou, para com o povo de Timor-Leste, em 1992, ou com os jovens chineses, em 1990, na sequência do Massacre de Tiananmen.
Sem nunca abandonar a participação cívica na terra natal, foi presidente da Assembleia Municipal de Penamacor (1990-1996).
Em 1991, com António Guterres, entrou para as listas do Partido Socialista, tornando-se deputado à Assembleia da República, cargo que desempenhou por diversas vezes, a última das quais em 2011.
Nesse mesmo ano, integrou o Movimento de Apoio Soares à Presidência (MASP II), participando ativamente na campanha eleitoral de Mário Soares que, em janeiro de 1991, seria reeleito Presidente da República.
Em 1995, na sequência da sua colaboração nos «Estados gerais do PS», foi nomeado secretário de Estado da Juventude, no XIII Governo Constitucional. Dois anos depois, em 1997, subiu a secretário de Estado-adjunto do primeiro-ministro, António Guterres.
Nas eleições europeias de 1999, foi eleito deputado ao Parlamento Europeu e nessa qualidade participou nos trabalhos do tratado que reformou a estrutura institucional da União Europeia. António José Seguro foi correlator do relatório do Parlamento Europeu sobre o Tratado de Nice (2001).
Entre 2001 e 2002, voltou à Assembleia da República, assumindo o cargo de ministro-adjunto do primeiro-ministro, no XIV Governo Constitucional, liderado por António Guterres.
No ano de 2004, tornou-se presidente do Grupo Parlamentar do Partidos Socialista, período em que liderou o Grupo de Trabalho da Reforma Parlamentar. Por essa altura, promoveu os «Cafés de Ciência», na Biblioteca da Assembleia da República, incentivando o diálogo entre cientistas de diversas áreas e os decisores políticos.
Na X Legislatura (2005 – 2009), deixou, por vontade própria, a presidência do Grupo Parlamentar do PS, mantendo-se como deputado e presidente da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura. Coordenou, em 2007, o grupo de trabalho responsável pela reforma da Assembleia da República.
Foi eleito secretário-geral do Partido Socialista em 2011, cargo que ocupou até setembro de 2014, período conturbado da vida política nacional, marcado pelo Memorando de Entendimento, popularmente conhecido por memorando da «Troika». Oficialmente solicitado pelo governo socialista chefiado por José Sócrates (PS), em maio de 2011, o memorando seria implementado pelo XIX Governo Constitucional, chefiado por Pedro Passos Coelho (PSD) e desencadeou o Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal.
António José Seguro, secretário-geral do PS, à época o maior partido da oposição portuguesa, propôs à Comissão Política do Partido Socialista a abstenção na votação do Orçamento do Estado (OE) para 2012. A proposta foi aceite, permitindo a aprovação do OE e, consequentemente, o não rompimento do acordo com a troika, principal argumento de António José Seguro para a abstenção e, assim – afirmava – mostrar que o PS era um partido responsável.
Este momento abriu espaço à oposição interna à sua liderança. Em setembro de 2014, realizaram-se eleições primárias no PS, registando-se, então, a vitória de António Costa que, assim, ascendeu a secretário-geral do Partido Socialista.
Na sequência da secessão de funções como secretário-geral do PS, António José Seguro que, em 2011, fora eleito para o Conselho de Estado pela Assembleia da República, em 2014 renunciou a esse lugar, bem como ao seu mandato como deputado.
Ao colocar um ponto final na atividade parlamentar, António José Seguro regressou ao mundo académico, para concluir a sua tese de mestrado e ingressar no seu projeto de doutoramento. Tornou-se professor universitário, lecionando em cursos de Ciência Política e de Relações Internacionais (Universidade Autónoma de Lisboa e Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa), prosseguindo as suas reflexões, iniciadas muitos anos antes, designadamente sobre a reforma do Parlamento português e o controlo político do Governo, assuntos sobre os quais publicou dois livros. Entre 2016 e 2025 enveredou pela vida empresarial, investindo na sua terra natal em atividades agrícolas e de turismo.
Após uma fase de afastamento consciente, e atento, em junho de 2025 anunciou publicamente que seria candidato às eleições presidenciais de janeiro de 2026.
ESA
Biografia completa
António José Martins Seguro nasceu em Penamacor (Castelo Branco), no dia 11 de março de 1962. Filho de Maria do Céu Martins (1927 – 2011), natural da freguesia da Sertã, e de Domingos Sanches Seguro (1926 – 2017), natural de Penamacor. É o mais novo de três irmãos.
É casado com Maria Margarida Nave Maldonado Freitas (2001) e tem dois filhos: Maria (2002) e António (2066).
Passou a infância e parte da juventude na terra natal, onde o pai tinha o «Café Beirão» e a «Papelaria Seguro», e foi em Penamacor que fez o ensino primário, o então Ciclo Preparatório (atual segundo ciclo do Ensino Básico), e quase todo o Ensino Secundário, tendo completado o último ano na Escola Industrial e Comercial, em Castelo Branco.
Grande adepto de desporto, foi praticante de atletismo e federado de futebol, pela associação de Futebol de Castelo Branco, e jogador no Penamacorense.
No final da década de 1970, fundou, com quatro primos, um jornal – «A Verdade de Penamacor» – que acabaria por se publicar durante cinco anos. Nessa publicação local, António José Seguro envolveu-se na divulgação das preocupações dos penamacorenses, mas também nas notícias da vida política nacional. Em 1982, entrevistou o então Presidente da República, António Ramalho Eanes.
Partiu para Lisboa em 1981 com o objetivo de continuar a vida académica, na Universidade. Ingressou no ISCTE, no curso de Gestão de Empresas, que frequentou até ao terceiro ano. Nessa altura, o seu profundo envolvimento na política nacional acabaria por inviabilizar a conclusão da licenciatura. Voltará, anos mais tarde, à Universidade, para se licenciar em Relações Internacionais (2003), pela Universidade Autónoma de Lisboa. Em 2015, concluiu o Mestrado em Ciência Política pelo ISCTE.
A partir de 1985, com 23 anos, assumiu diversos cargos de liderança em organizações de juventude: foi presidente do Conselho Nacional de Juventude (CNJ), uma estrutura criada nessa altura para agregar as várias organizações juvenis e servir de interlocutor junto do Governo; presidiu ao Fórum da Juventude da União Europeia (YFJ); foi vice-presidente da União Internacional das Juventudes Socialistas (IUSY), e em abril de 1990 foi eleito presidente da Juventude Socialista, cargo que desempenhou até 1994. Desses tempos, destaque para as ações de solidariedade que coordenou, para com o povo de Timor-Leste, em 1992, ou com os jovens chineses, em 1990, na sequência do Massacre de Tiananmen.
Sem nunca abandonar a participação cívica na terra natal, foi presidente da Assembleia Municipal de Penamacor (1990-1996).
Em 1991, com António Guterres, entrou para as listas do Partido Socialista, tornando-se deputado à Assembleia da República, cargo que desempenhou por diversas vezes, a última das quais em 2011.
Nesse mesmo ano, integrou o Movimento de Apoio Soares à Presidência (MASP II), participando ativamente na campanha eleitoral de Mário Soares que, em janeiro de 1991, seria reeleito Presidente da República.
Em 1995, na sequência da sua colaboração nos «Estados gerais do PS», foi nomeado secretário de Estado da Juventude, no XIII Governo Constitucional. Dois anos depois, em 1997, subiu a secretário de Estado-adjunto do primeiro-ministro, António Guterres.
Nas eleições europeias de 1999, foi eleito deputado ao Parlamento Europeu e nessa qualidade participou nos trabalhos do tratado que reformou a estrutura institucional da União Europeia. António José Seguro foi correlator do relatório do Parlamento Europeu sobre o Tratado de Nice (2001).
Entre 2001 e 2002, voltou à Assembleia da República, assumindo o cargo de ministro-adjunto do primeiro-ministro, no XIV Governo Constitucional, liderado por António Guterres.
No ano de 2004, tornou-se presidente do Grupo Parlamentar do Partidos Socialista, período em que liderou o Grupo de Trabalho da Reforma Parlamentar. Por essa altura, promoveu os «Cafés de Ciência», na Biblioteca da Assembleia da República, incentivando o diálogo entre cientistas de diversas áreas e os decisores políticos.
Na X Legislatura (2005 – 2009), deixou, por vontade própria, a presidência do Grupo Parlamentar do PS, mantendo-se como deputado e presidente da Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura. Coordenou, em 2007, o grupo de trabalho responsável pela reforma da Assembleia da República.
Foi eleito secretário-geral do Partido Socialista em 2011, cargo que ocupou até setembro de 2014, período conturbado da vida política nacional, marcado pelo Memorando de Entendimento, popularmente conhecido por memorando da «Troika». Oficialmente solicitado pelo governo socialista chefiado por José Sócrates (PS), em maio de 2011, o memorando seria implementado pelo XIX Governo Constitucional, chefiado por Pedro Passos Coelho (PSD) e desencadeou o Programa de Assistência Económica e Financeira a Portugal.
António José Seguro, secretário-geral do PS, à época o maior partido da oposição portuguesa, propôs à Comissão Política do Partido Socialista a abstenção na votação do Orçamento do Estado (OE) para 2012. A proposta foi aceite, permitindo a aprovação do OE e, consequentemente, o não rompimento do acordo com a troika, principal argumento de António José Seguro para a abstenção e, assim – afirmava – mostrar que o PS era um partido responsável.
Este momento abriu espaço à oposição interna à sua liderança. Em setembro de 2014, realizaram-se eleições primárias no PS, registando-se, então, a vitória de António Costa que, assim, ascendeu a secretário-geral do Partido Socialista.
Na sequência da secessão de funções como secretário-geral do PS, António José Seguro que, em 2011, fora eleito para o Conselho de Estado pela Assembleia da República, em 2014 renunciou a esse lugar, bem como ao seu mandato como deputado.
Ao colocar um ponto final na atividade parlamentar, António José Seguro regressou ao mundo académico, para concluir a sua tese de mestrado e ingressar no seu projeto de doutoramento. Tornou-se professor universitário, lecionando em cursos de Ciência Política e de Relações Internacionais (Universidade Autónoma de Lisboa e Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa), prosseguindo as suas reflexões, iniciadas muitos anos antes, designadamente sobre a reforma do Parlamento português e o controlo político do Governo, assuntos sobre os quais publicou dois livros. Entre 2016 e 2025 enveredou pela vida empresarial, investindo na sua terra natal em atividades agrícolas e de turismo.
Após uma fase de afastamento consciente, e atento, em junho de 2025 anunciou publicamente que seria candidato às eleições presidenciais de janeiro de 2026.
ESA






















