Um golpe na República

O Museu da Presidência da República (MPR) vai inaugurar, em breve, uma exposição que assinala o centenário do golpe militar de 28 de maio de 1926, um dos momentos mais marcantes do século XX português.

No imediato, o golpe levou à queda do Governo e do Presidente da República, seguindo-se um período de Ditadura Militar. Foi um curto, mas intenso período da nossa história, que acabaria por desaguar na institucionalização do Estado Novo (1933). O 28 de Maio viria a ser apropriado pelo Estado Novo como o seu momento fundador, o que, passados cem anos, dificulta a sua compreensão, tantas são as ideias feitas à sua volta.

Através da exposição de documentos e peças originais (e do respetivo catálogo), o MPR evoca a data com o objetivo de contribuir para o seu conhecimento, ocasião para evocar as três personalidades que, num único ano, desempenharam funções de Chefe do Estado: José Mendes Cabeçadas Júnior, Manuel Gomes da Costa e Óscar Carmona.

Fique atento para mais uma viagem à nossa história recente!

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O general Manuel Gomes da Costa encabeçando as forças militares que desfilaram em Lisboa, na sequência do movimento militar nacionalista do 28 de Maio de 1926, que pôs fim à Primeira República. O capitão de mar-e-guerra José Mendes Cabeçadas Júnior, Presidente do Ministério, ao centro, no Palácio de Belém, presidindo à reunião inicial do I Governo da Ditadura. Comemorações do 10.º Aniversário da Revolução Nacional de 28 de Maio de 1926. O Presidente da República Óscar Carmona, em primeiro plano, fazendo continência, acompanhado do presidente do Conselho de Ministros, António de Oliveira Salazar, de outros membros do Governo, e do cardeal patriarca de Lisboa, Manuel Cerejeira, o segundo a contar da esquerda.